Ontem à noite, joguei um amistoso em Budapeste. Jogo “Hungarian League Team” 2 x 5 AC Milan.
O resultado para a equipe foi muito bom, e, para mim, ainda melhor: JOGUEI OS 90 MINUTOS, me senti muito bem, fiz algumas das jogadas que eu gosto tanto.
Faltam 6 jogos para o final do campeonato italiano, e estes 90 minutos me deram ritmo e ainda mais motivação para este final de temporada. Já estou pronto para o jogo de domingo. Pronto para mais 90′.
Milan x Palermo, no próximo domingo, às 15hs, horário italiano.
Conheci o Exaltasamba há muitos anos, quando um companheiro de equipe nos apresentou. Isso ocorreu em 1998, ainda com a formaçao antiga. Depois disso nos encontramos diversas vezes.
Já com essa nova formaçao, o grupo se apresentou em Eldorado do Sul, em um evento nosso de final-de-ano.
Depois disso eu e o Tiaguinho mantemos contato com regularidade, batendo papo e trocando impressões e músicas, pelo msn.
Por isso tudo, achei muito legal e quis comentar aqui o DVD que eles gravaram na Ilha da Magia, local que eu visitei no ano passado e que já faz parte dos meus planos de férias. Adorei a ilha! As pessoas, os lugares que visitei, a gastronomia… inclusive quero muito voltar ao restaurante da praia do forte. Muito bom!
O DVD é show! O clima meio intimista e a produção me deixaram impressionado. Gosto muito do som do Exalta, e os arranjos deixaram ainda mais bacana o astral na ilha. Nunca vi um DVD que tivesse esta ideia de praia e samba tão bem colocadas. Muita qualidade e mais o carisma do grupo, feito na medida para os fãs, como eu!
Em minha recente passagem pelo Brasil consegui descobrir alguns tesouros! Estou falando de música boa e de uns discos que eu nunca pensei que ia conseguir ter nas mãos.
Encontrei uma loja que tinha muitas coisas antigas. Raras mesmo! Relançamentos. Cada maravilha!! Um antigo do Zeca, um também antigo do Fundo de Quintal, um Ao Vivo da Alcione. Ainda havia outros de uma geração mais antiga ainda: Cartola, Noite Ilustrada, Nelson Cavaquinho e Jackson do Pandeiro. Gênios!
Fiquei ouvindo cada um deles e mergulhando nas capas, fotos e histórias. Aí tem alguns dos discos:
Ouvir alguns destes discos foi uma viagem num tempo que eu desconhecia.
Na verdade, eu era muito pequeno quando muitos deles saíram e em outros eu não havia nem nascido.
Que bom que se pode colocar a mão nestes discos hoje e redescobrir o valor e a beleza da música destes mestres.
O almoço especial que eu falei no post sobre a Páscoa acabou acontecendo em Paris. Ganhei dois dias de licença do Milan e aproveitei para ir à França.
Pela primeira vez em anos fui à Paris em uma folga, sem ter compromissos profissionais, e assim consegui aproveitar esta linda cidade de uma forma, até certo ponto, nova para mim.
Fiz vários programas tipicamente turísticos, que há muito tempo eu desejava fazer.
Fui a muitos lugares que sempre quis conhecer.
Foi uma ótima sensação passear pela Champs-Elysée e receber o carinho dos franceses e dos estrangeiros que por ali passavam.
Muitas pessoas demonstraram este carinho lembrando de minha passagem pelo PSG, pedindo que eu voltasse a jogar na França ou, simplesmente, manifestando alegria e surpresa em me encontrarcaminhando “normalmente” pela rua entre as pessoas.
É muito bom saber que deixei tão boas recordações para as pessoas quando de minha temporada parisiense.
Este é o sonho de qualquer jogador!
Esta pequena viagem à cidade das luzes deu mais colorido e magia à minha páscoa.
Aquela coisa de moleque que mal dorme à noite e que acorda cedinho no domingo para procurar pela casa inteira o ninho escondido. Onde quer que eu esteja a páscoa me aproxima do clima de “casa” de alguma maneira.
Por isso, achei curioso como acontece a páscoa por aqui. Diferente de outros países que eu já estive – e bem diferente do Brasil – para começar, aqui não é feriado na Sexta-feira Santa.
O feriado é segunda – como em outros países da Europa.
Tem ovos de chocolate para as crianças e tudo mais, mas não sei dizer se tem toda aquela fantasia e a magia que fazia com que meu coração batesse mais forte no domingo pela manhã… De saber que eu ia encontrar toda família reunida no almoço e que as crianças iam exibir seus troféus: cada uma tinha ganho do coelhinho “o ovo maior” ou o “mais bonito”.
De qualquer maneira, para mim, neste domingo faremos um almoço especial e assim eu terei um pouquinho do gostinho da páscoa lá de casa.
Depois de minha passagem pela seleção e pelo Brasil, voltei a campo pelo Campeonato Italiano, neste último domingo.
O Milan jogou em casa contra o Lecce e nós precisávamos muito vencer. Eu estava ansioso para entrar em campo. Lamentava cada chance perdida pelo nosso time – apesar do esforço de todos, a bola não queria entrar.
Ela é caprichosa demais em certos dias. Parece que tem vontade própria!
Eu estava bastante motivado e queria muito que o Milan a terminasse a noite com uma vitória. Quando entrei em campo, não sei como explicar, mas tive a certeza que eu ia ajudar o time a conseguir isso. Era um pressentimento. O jogo já estava perto do final quando bati aquela falta e achei que o goleiro do Lecce não ia chegar na bola à tempo.
Ele chegou… Eu quase duvidei do meu pressentimento.
Foi quando o Pirlo bateu uma falta lançando a bola na área.
Corri em direção a ela e quase não vi o Senderos chegando rápido e saltando alto na minha frente.
Desequilibrado, inclinei a cabeça, alcancei a bola que mudou a trajetória e acabou saindo do alcance do goleiro. GOOOOOL!
Muita alegria!!
Ainda, para confirmar minhas certezas e pressentimentos, dei o passe para o Schvchenko que fez o cruzamento que o Inzaghi aproveitou e resultou no nosso segundo gol.
A noite terminou exatamente como eu queria e minha volta para Milão não poderia ter sido mais perfeita!
Voltar para seleção é sempre muito bom! O clima da delegação, o encontro com os amigos, vestir a amarelinha… Lembro quando tudo isso era apenas um sonho de garoto, por isso, cada volta e cada reencontro é novamente a realização deste sonho.
Desta vez existe algo que deixou este momento ainda mais especial: jogar na minha cidade!
Existem pessoas que pensam que, de tantos jogos, de tantas competições e torneios, todas as partidas acabam sendo iguais para nós, jogadores. Comigo não é assim. Amo muito o futebol, por isso, em cada jogo, seja onde for, quero dar o meu melhor e jogar bem. Por isso, jogar em casa é, com certeza, uma emoção a mais.
Tenho a sensação de que todos os meus amigos e as pessoas que fizeram parte da minha história estão no estádio. Sei que é apenas minha imaginação, mas assim o jogo ganha um clima diferente.
Além da adrenalina que sempre está presente, existe uma quantidade a mais de emoção. Ontem à noite não foi diferente.
Porto Alegre, vestindo a camisa da seleção, eliminatórias da copa, uma vitória por 3 a 0, o pessoal de casa por perto: foi uma noite fantástica!!
Depois do jogo, lancei a camiseta que eu usei para a torcida. Foi apenas uma maneira simples de agradecer o grande carinho que recebi de todos.
Depois fui saudar o pessoal do Instituto Ronaldinho Gaúcho, e daí fiquei muito mais emocionado ainda! Conseguimos levar ao estádio 300 crianças que freqüentam as atividades do instituto para fazer parte desta noite maravilhosa. Isso foi uma emoção igual à de uma vitória, só que vale para vida toda, bastava ver a alegria no rosto de cada um deles. Nunca vou esquecer.
Como eu disse, o jogo em casa – na minha cidade – teve tudo isso de especial. Sou muito grato ao povo gaúcho, que recebeu de forma maravilhosa os jogadores e a comissão técnica da seleção. Nos deu apoio e carinho antes, durante e depois do jogo. É disso que nós precisamos: a torcida brasileira do nosso lado sempre!